12 novembro 2017
Categoria: Artigos
12 novembro 2017,
 0

O Nascimento da Republica Brasileira

 

Introdução-

Dentre os objetivos deste trabalho estão, algumas reflexões sobre as influencias e dos fatos históricos que ocorreram anteriores, durante e posteriores à década de 1880.  A participação de maçons na história e no processo da Proclamação da República, podendo a imaginação do leitor dar asas para imaginar, viajar profana e maçonicamente até os dias atuais em oportunidades do progresso do povo brasileiro.

 

Processos Anteriores

Os processos históricos que influenciaram o fim da Monarquia no Brasil, são anteriores a Independência. A Inconfidência Mineira insurreição contra os aumentos de impostos por Portugal. As ideias republicanas eram antigas, eram sentimentos da brasilidade na Guerra dos Mascates em 1710, na Revolução Pernambucana em 1817. Posteriormente a independência, na Confederação do Equador em 1824, e na revolução Farroupilha em 1835. O país bradava pela República e sua Proclamação era uma questão de tempo.

O Brasil da Época

Em 1872 foi realizado o primeiro Censo do Brasil, que registrou uma população de quase 10 milhões de habitantes. Os escravos representavam 15,4% da população brasileira. Os estrangeiros somavam 3,8%, a maioria deles portugueses, alemães, africanos livres e franceses. Esses números são da única contagem da população durante o período Imperial feita em todo território brasileiro.¹

O Censo registrou quase 10 milhões de habitantes distribuídos em 21 Províncias. Cada Província se subdividia em municípios que, por sua vez se subdividiam em 1440 paróquias como unidades mínimas de informação. A coleta foi realizada nas paróquias; observa-se aqui através da Igreja um canal de contato do Império com a população.

O Censo apresenta, além da contagem populacional, informações especificas, tais como, pessoas com deficiência, acesso à escola, e profissões exercidas, entre outras. Na época, a profissão de lavrador era a com maior número de pessoas, seguida por serviços domésticos. Das profissões liberais a de maior representatividade era de artista, inclusive entre a população escrava.

Em 1850, com a Lei Eusébio de Queiróz, foi estabelecido o fim do tráfico negreiro, não mais ocorreram chegadas de embarcações vindas da África.

Em, 28 de setembro de 1871 entrara em vigor a Lei do Ventre Livre, que tornou libertos todos os filhos e filhas de mulheres escravas. Por pressões internacionais, o Brasil havia iniciado uma campanha pelo fim da escravatura.

Em 1885 fora promulgada a Lei dos Sexagenários, tornando libertos os escravos com mais de 60 anos. O fim da escravidão ocorreu em 1888, no dia 13 de maio, quando a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea.

 

 

¹ Os dados foram disponibilizados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais.

 

O Nascimento da Republica Brasileira

As insatisfações com o Império aumentavam gradativamente, o Império Brasileiro estava desgastado e vagarosamente ruía-se. Essa queda teve seu início após a Guerra do Paraguai, onde, mesmo saindo o Brasil vitorioso, o principal responsável o Exército não fora devidamente valorizado, causando vários e sérios descontentamentos.

A Igreja por sua vez queria a liberdade, pois, encontrava-se submetida ao padroado, isto é, no padroado o rei construía a Igreja e nomeava bispos e padres para trabalhar nela. O Estado é quem administrava a Igreja, era o domínio da Igreja Católica pelo Rei ou Imperador, através de tratado existente entre a Igreja com Portugal e Espanha.

Desde a proibição do tráfico negreiro (1850), a mão-de-obra escrava ficou escassa, e os cafezais paulistas começaram a enfrentar problemas na produção. Os fazendeiros de café queriam que o imperador custeasse a vinda de imigrantes europeus (trabalhadores livres) para substituir a mão-de-obra escrava.

No entanto, as províncias do nordeste e do Vale do Paraíba ainda defendiam o trabalho escravo e lucravam com o tráfico interprovincial. Tal fato revelou a real oposição entre as elites da época. A lentidão do imperador em resolver a crise levou os cafeicultores paulistas a se aproximarem do Partido Republicano na defesa do regime republicano federalista.

Todas essas transformações levaram a uma grave crise financeira que abalou a estrutura da monarquia. Para complicar a situação, o imperador havia triplicado a dívida externa com a Inglaterra após a Guerra do Paraguai. No setor político, além de perder o apoio dos fazendeiros, D. Pedro II enfrentava acusações de corrupção e favorecimento a pessoas ligadas à família imperial.

O declínio e queda de D. Pedro II do Brasil

O declínio e queda de Pedro II do Brasil ocorreu ao longo da década de 1880, com os principais fatores cada vez mais entrando em evidência após 1881. O período também coincidiu com uma época de grande progresso e estabilidade econômica e social sem precedentes no Império do Brasil, durante a qual a nação conseguiu crescer internamente e alcançar um lugar de destaque como potência emergente no cenário internacional.

Simultaneamente D. Pedro II deixou de acreditar na monarquia como uma forma de governo viável para o futuro do Brasil depois da morte de seus dois filhos homens, restando apenas sua filha Isabel, Princesa Imperial, como a herdeira presuntiva da coroa. Uma soberana mulher, apesar de constitucionalmente permitida, era considerada inaceitável tanto para D. Pedro II quanto para aqueles junto ao poder. A questão foi ignorada durante décadas enquanto o país progredia e o imperador mantinha boa saúde.

Sua saúde começou a piorar a partir de 1881, e D. Pedro II afastou-se gradualmente dos assuntos públicos. Mesmo cansado de estar preso a um trono que duvidava que sobrevivesse após sua morte, ele perseverou por responsabilidade e também porque não parecia existir alternativa imediata. Além disso, Isabel não demonstrava nenhum desejo de suceder ao pai. Entretanto, ambos eram amados pelo povo brasileiro, que ainda apoiava a monarquia. A indiferença com sistema imperial por parte tanto do imperador quanto de sua filha permitiram que a descontente minoria republicana, formada principalmente por oficiais militares insubordinados e fazendeiros insatisfeitos com o fim da escravidão, ficasse audaciosa e eventualmente lançasse o golpe de estado que derrubou o império.

  1. Pedro II pode ser considerado um caso raríssimo de um chefe de estado que foi derrubado e enviado ao exílio apesar de ser amado pela maioria esmagadora de seu povo, da admiração e aclamação internacional, de ter sido um instrumento fundamental em avançar grandes reformas socioeconômicas de cunho liberal, de supervisionar durante um reinado de quase cinco décadas uma época de incrível prosperidade e influência, e de ser considerado um governante altamente bem sucedido.²

² Wikipédia Enciclopédia Livre

 

A Proclamação da República

No final da década de 1880, a monarquia brasileira estava numa situação de crise, pois representava uma forma de governo que não correspondia mais às mudanças sociais em processo. Fazia-se necessário a implantação de uma nova forma de governo, que fosse capaz de fazer o país progredir e avançar nas questões políticas, econômicas e sociais.

Crise da Monarquia

A crise do sistema monárquico brasileiro pode ser explicada através de algumas questões:

– Interferência de D. Pedro II nos assuntos religiosos, provocando um descontentamento na Igreja Católica;

– Críticas feitas por integrantes do Exército Brasileiro, que não aprovavam a corrupção existente na corte. Além disso, os militares estavam descontentes com a proibição, imposta pela Monarquia, pela qual os oficiais do Exército não podiam se manifestar na imprensa sem uma prévia autorização do Ministro da Guerra;

– A classe média (funcionário públicos, profissionais liberais, jornalistas, estudantes, artistas, comerciantes) estava crescendo nos grandes centros urbanos e desejava mais liberdade e maior participação nos assuntos políticos do país. Identificada com os ideais republicanos, esta classe social passou a apoiar o fim do império;

– Falta de apoio dos proprietários rurais, principalmente dos cafeicultores do Oeste Paulista, que desejavam obter maior poder político, já que tinham grande poder econômico;

Diante das pressões citadas, da falta de apoio popular e das constantes críticas que partiam de vários setores sociais, o imperador e seu governo, encontravam-se enfraquecidos e frágeis. Doente, D. Pedro II estava cada vez mais afastado das decisões políticas do país. Enquanto isso, o movimento republicano ganhava força no Brasil.

 

A Proclamação da República

Quadro da proclamação da República em 15 de novembro de 1889

No dia 15 de novembro de 1889, o Marechal Deodoro da Fonseca, com o apoio dos republicanos, demitiu o Conselho de Ministros e seu presidente. Na noite deste mesmo dia, o marechal assinou o manifesto proclamando a República no Brasil e instalando um governo provisório.

Após 67 anos, a monarquia chegava ao fim. No dia 18 de novembro, D. Pedro II e a família imperial partiam rumo à Europa. Tinha início a República Brasileira com o Marechal Deodoro da Fonseca assumindo provisoriamente o posto de presidente do Brasil. A partir de então, o pais seria governado por um presidente escolhido pelo povo através das eleições. Foi um grande avanço rumo a consolidação da democracia no Brasil.³

³ Da obra de Benedito Calixto

 

 

A participação de Maçons na Proclamação da República do Brasil

 

-Fatos que antecederam desde a criação de Ordens Maçônicas no Brasil

 

A Maçonaria e o Império

Trazida para o Brasil oficialmente no primeiro ano do século XIX, os maçons participaram ativamente do processo de independência do país. Marcado por luzes e trevas, o surgimento da maçonaria no Brasil, que ainda é pouco conhecido.

Superdimensionadas por escritores maçons ou banalizadas por pesquisadores que não têm acesso a documentos consistentes, a Ordem Maçônica, entretanto, estava entre as mais importantes formas de associação no período da Independência e início da construção do Novo Estado Nacional Brasileiro e que desafiam até hoje o conhecimento histórico.

Apesar de especulações em contrário, a Loja Reunião, do Rio de Janeiro, tem sido comprovadamente a primeira a ser criada e a reunir-se regularmente no Brasil, em 1801. Tal testemunho veio de um dos mais importantes líderes maçônicos, José Bonifácio de Andrada e Silva (1763-1838), conhecido como “Patriarca da Independência” e que atribuiu a fundação desta primeira “Loja Simbólica Regular” no país, ligada ao Grand Orient d’ile de France, à iniciativa de um misterioso “cavalheiro Laurent”, viajante no navio de guerra francês Hydre, que fazia rota para a ilha Bourbon, antes disso pode ter havido associações secretas não maçônicas. Ou então, as que existiram foram tão clandestinas que não deixaram maiores rastros, atiçando a chama da curiosidade de autores do século XX, que mesmo sem documentação, procuram “evidências”, com destaque para a Conjuração Mineira de 1789, muitas vezes apontada como obra de maçons, da mesma forma que a Conjuração Baiana de 1798.

No período da Independência brasileira as atividades maçônicas cresceram ao lado de outros tipos de associações filantrópicas, políticas, culturais e de ajuda mútua. É conhecido o exemplo do Grande Oriente Brasileiro e 1822, que se tornou importante foro de debate, mobilização e contato entre forças políticas que efetivaram a separação do Brasil e Portugal – e tal exemplo se explica também pelo caráter reservado. No quadro ainda do absolutismo, embora abalado pelo movimento constitucional português desde 1820, o espaço maçônico era adequado para realizar tal articulação que, tornada pública, seria ilegal. Contudo os Maçons tinham o princípio progressista e não revolucionários.

As reuniões do Grande Oriente mostraram-se decisivas nesse momento. Emissários foram enviados às demais províncias para articularem a adesão à Independência. E foram durante esses encontros que surgiu a ideia de se chamar de “império” o país que seria independente e de “Imperador” seu primeiro governante. Esse primeiro Grande Oriente do Brasil se tornou referência historiográfica obrigatória e mesmo formadora de memória histórica, na medida em que outras potencias posteriores, se apresentavam como autênticas herdeiras dessa matriz.

A instituição, com sede na atual Rua Visconde de Rio Branco, Rio de Janeiro, foi reconhecida pelos Grandes Orientes da França, Grandes Lojas da Inglaterra e parte das Grandes Lojas dos Estados Unidos, era adepta do Rito Francês Moderno, um dos Ritos de organização simbólicos mais difundidos na época.

Em seus primórdios, o Grande Oriente do Brasil teve como membros mais influentes: Gonçalves Ledo, José Bonifácio (o Grão Mestre), e o próprio Dom Pedro I, cuja trajetória maçônica foi ao mesmo tempo fugas e fulminante. Em 2 de agosto de 1822, ainda como príncipe regente foi escolhido pelo Grande Oriente do Brasil como simples iniciante, no primeiro grau, por iniciativa do Grão Mestre José Bonifácio. Na reunião seguinte, três dias depois, D. Pedro I foi aclamado Grão Mestre, galgando assim, em dois meses todos os degraus da Perfeição Universal, oito dias antes de sua aclamação pública como Imperador do Brasil.

A filiação do príncipe e futuro imperador D. Pedro I ao Grande Oriente não foi originalidade brasileira e seguiu modelo comum na Europa. Havia uma espécie de jogo entre os maçons e o poder dos príncipes – aqueles buscando proteção e espaço e esses aproveitando para se legitimarem no campo das “novas ideias” e também controlar esse tipo de atividade. Entretanto, a aliança brasileira não durou muito, pois 17 dias após sua ascensão a grão mestre, D Pedro I proibiu por escrito as atividades maçônicas, assinando-se Pedro Guatimozim, apelido maçônico do monarca.

Mas seria somente com a crise e o fim do Primeiro Reinado e no período das Regências (1831-1840) que os trabalhos maçônicos foram retomados de maneira regular, embora sem a importância de 1822. A partir de 1830 assistiu-se um crescimento considerável crescimento de Potencias Maçônicas e, ao mesmo tempo, a um verdadeiro “canibalismo” maçônico, com a existência de cinco Potencias simultâneas, somente no Rio de Janeiro, além das dissidências e intrigadas brigas entre os grupos, revelando como era difícil a busca da fraternidade e perfeição.4

4   Estudos do Irmão Reginaldo Leite ARLS “Marcius da Anunciação Dias” Grande Oriente do Estado de Minas Gerais.

 

A Maçonaria e a Proclamação da República

 

Não há dúvidas de que Maçons tenham participado dos grandes movimentos progressistas, que de alguma forma, trouxeram melhorias e evolução para a humanidade, e não sobrepairam dúvidas, que isso se deve ao inconformismo e o descontentamento que a nossa sublime Ordem mantém contra o status quo dominante que cometem corrupções, iniquidades, tiranias, perseguições, jugos e todas as formas de injustiças.

Nesta esteira, citamos a participação ativa da Maçonaria na Revolução Americana de 1776, ” onde Maçons do Norte Yankees e Maçons do Sul Confederados lutavam nos campos de batalhas por ideais diferentes”, e que teve dentre outros maçons como expoentes do Norte, Thomas Jefferson e George Washington, sendo que este último aclamado como o primeiro presidente dos Estados Unidos; A Revolução Francesa em 1789 foi um dos acontecimentos mais importantes para humanidade, pois rompeu com o sistema servil do absolutismo representado pelo velho regime, e proclamou a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, dentre seus líderes alguns eram maçons ilustres: La Fayette, Danton, Robespierre, Denis Diderot, D’Alembert, Jean-Jacques Rousseau e Voltaire; destaca-se ainda, a intensa atividade de maçons no processo de independência da América espanhola, como San Martin que ajudou a libertar a Argentina (1816) e o Chile (1818), e Simon Bolívar, que por sua vez libertou a Colômbia (1819) e a Venezuela (1821).

Nessa quadra, temos que, em nosso país, a Ordem Maçônica teve decisiva participação nos grandes movimentos históricos, dos quais se destacam a Independência do Brasil, a Abolição da Escravatura e a Proclamação da República.

Essas ações coparticipadas por ilustres maçons avultam-se de tal importância que, alguns maçonologos chamam-na de a bandeira tríplice da maçonaria brasileira, comparando-a com o tema dos revolucionários franceses de 1789.

A presente Peça de Arquitetura tem como escopo, esmiuçar as circunstâncias que envolveram a participação da maçonaria na proclamação da república, tendo como premissa os elementos, o contexto histórico, e os objetivos dos maçons enquanto atores envolvidos no processo.

Nesse diapasão, deve-se estabelecer a importância do tema enquanto encampada pela maçonaria, eis que, como dito alhures nossa Ordem não tem atos de genuflexão ante a submissão ou aos desmandos, desta feita, a contextualização nos revelará a necessidade da ação de maçons para a proclamação da república, para a partir daí, verificarmos os caminhos que atualmente nossa união devem encampar.

Urge esclarecer, no início, que, ao revés do movimento pela independência do Brasil, em que a Maçonaria atuou enquanto instituição, o mesmo não ocorreu no movimento pela proclamação da república, nesse a Maçonaria agiu por intermédio de seus membros ilustres que eram próceres da república, ou através de grupos maçônicos e de suas Lojas.

 

I – Esboço Histórico.

Faz-se necessário estabelecer que, o desejo pela república não era recente, pois, temos notícias da participação de maçons em movimentos que tinham como finalidade o estabelecimento da república, dos quais destacamos:

A Revolução Pernambucana(1817): aqui a intenção era implantar a República em Pernambuco, o seu principal líder era o maçom Domingos José Martins, nascido na cidade de Itapemirim, no Espírito Santo, contudo mudou-se para a cidade do Recife por intermédio do Irmão Hipólito José da Costa. Este é considerado o “Patriarca da Imprensa Brasileira”. Esses foram precursores do movimento da República, mas em confrontos com as forças governamentais da época foram derrotados e seus membros condenados à morte pela Coroa Portuguesa.

A Confederação do Equador(1824): movimento liderado por Frei Caneca, que era maçom, jornalista e propalava os ideais maçônicos. O Brasil já estava independente, e lutava pela unificação, devido aos movimentos revolucionários que eclodiam no país. Os remanescentes da revolução pernambucana de 1817, além de outras questões, insurgiram-se contra a condição de o Imperador poder nomear ao seu alvedrio o presidente da Província.

A Revolução rompeu com o Império recém implantado, proclamou uma república com o nome de Confederação do Equador. Alastrou-se para as províncias vizinhas com o apoio das Lojas e dos Maçons da região. O movimento foi sufocado pelo exército imperial. Fato curioso é que, os revoltosos foram condenados e enforcados, porém, Frei Caneca, conhecido por seu carisma, não foi enforcado, pois não houve carrasco que se dispusesse a fazê-lo.

A Guerra dos Farrapos ou Revolução Farroupilha (1835): foi uma guerra regional, também de caráter republicano. Esta revolução, que tinha o objetivo separatista, resultou na declaração de independência da província como estado republicano, dando origem à República Rio-Grandense, que se estendeu até o ano de 1845. Tal movimento foi chefiado pelo Irmão Bento Gonçalves da Silva que conseguiu implantar a República de Piratini ou República Farroupilha.

Destaca-se aqui, o evento no qual, seu maior líder Bento Gonçalves, fora preso no Forte do Mar na Bahia, mas conseguiu fugir com a ajuda da Maçonaria baiana. Destaca-se, a colaboração ativa no movimento da Loja “UNIÃO E SEGREDO”, que era dirigida pelo Cônego Joaquim Antônio das Mercês.

Bento Gonçalves foi membro da Loja de Porto Alegre, “FILANTROPIA E LIBERDADE”, onde foi iniciado. Este movimento revolucionário, também teve a participação de outros maçons, dentre eles os liberais italianos Tito Lívio de Zambeccari e Giuseppe Garibaldi, tendo este último se sobressaído nos combates entre os anos de 1838 e 1841 quando da tomada de Laguna, com a ajuda de Davi Canabarro. Garibaldi foi iniciado na Loja “ASILO DA VIRTUDE” no Rio Grande do Sul.

À propósito não considerei a Inconfidência Mineira neste estudo devido haver muitas dúvidas de comprovações da participação de Maçons Livres naquele levante contra o aumento de impostos decretados por Portugal sobre as minas de ouro e pedras preciosas de Minas Gerais.

I.1 – O Grito do Ipiranga. Possibilidade da República. Dissidência de Grupos Maçônicos.

Cumpre destacar que, no momento da Declaração de Independência do Brasil no ano de 1822, com a participação ativa e decisiva da Ordem Maçônica, diga-se Grande Oriente do Brasil, nosso país destoou dos países da América Espanhola que proclamaram suas independências, tornando-se, em seguida, republicanos, ao contrário do Brasil que manteve a monarquia.

Insta trazer à baila que, existia uma acendrada disputa entre dois grupos de maçons: o primeiro, denominado de MAÇONARIA AZUL, tinha à testa o Irmão José Bonifácio Andrada e Silva, Grão-Mestre do GOB à época, era Ministro plenipotenciário de Dom Pedro I, defendia a bandeira que após a independência do país deveria ser instalada uma monarquia constitucional. De outro lado, o grupo denominado de MAÇONARIA VERMELHA, tinha como líder o Irmão Gonçalves Ledo, 1º Grande Vigilante do GOB, desejava um avanço maior, ou seja, além de dissociar nosso país da coroa portuguesa, queria que fosse também proclamada a República.  Sagrando-se prioritária as ideias do Patriarca da Independência, do grupo dos Andradas, devido aos laços de união com a coroa na mudança do “O Brasil de Portugal” para O Brasil dos Brasileiros”. MAÇONARIA AZUL OU VERMELHA contemplavam o progresso e ideais maçônicos.

II – Pressupostos que Ensejaram a Proclamação da República.

O período imediatamente anterior à Proclamação da República foi farto de acontecimentos que iriam mudar a estrutura político-social de nosso país, e como veremos nas linhas abaixo, a nossa sublime ordem participou ativamente deles.

Os maçons brasileiros envolvidos no processo atuavam por intermédio de suas Lojas, na imprensa, ou mesmo nas tribunas, onde mostravam suas preocupações seja com a questão infame da escravatura, seja com a possibilidade de um terceiro reinado. Alie-se a isso, a questão religiosa que ajudou no movimento em defesa da república, pois gerou indisposição entre o alto clero e o imperador. Outra questão de relevo, como veremos, foi a insatisfação do exército que mesmo sagrando-se vencedor da Guerra do Paraguai, não teve o devido reconhecimento.

 

 

II.1 – Querela Religiosa.

O embate religioso que foi travado entre o episcopado (corporação de bispos) e o governo. A força da Igreja naquela época era inquestionável, tanto que a Constituição de 1824 continha um dispositivo prevendo a união entre o trono e o altar, o que era fonte permanente de conflitos. Tais dissonâncias surgiam porque, o poder Imperial poderia indicar os Sacerdotes para ocuparem cargos, além do que, as Bulas Papais (leis da Igreja) só poderiam ser aplicadas com a aquiescência do Imperador.

O estopim para o desentendimento foi um discurso proferido pelo Irmão Antônio Alves Pereira Coruja, no ano de 1872, no Lavradio, no qual exaltava a participação da Maçonaria na edição da Lei do Vente Livre (Lei proposta pelo Conselho de Ministros, que tinha a frente o Visconde do Rio Branco, Grão-Mestre a época). Ato contínuo, o Padre Almeida Martins, Grande Orador interino do GOB, proferiu veemente discurso exaltando a Maçonaria, no dia seguinte esse discurso foi publicado nos jornais, o que ensejou duras críticas do Bispo do Rio de Janeiro, que inclusive suspendeu o Padre de suas funções.

Em seguida, na cidade de Olinda, o Bispo Dom Vidal, capuchinho ferrenho, ficou indignado com as críticas feitas ao Bispo do Rio de Janeiro, e em represália determinou que os Padres maçons abandonassem a ordem imediatamente. Dois padres que não abandonaram a ordem maçônica foram afastados. Agravou-se a situação quando um Bispo do Pará resolveu fechar os templos dirigidos por padres maçons. Era uma declaração de guerra à maçonaria.

O poder Imperial entrou em cena, e anulou as penas aplicadas aos Padres, sob o argumento de que a ordem do Vaticano que proibia padres maçons (Bula Syllabus, de 1864) não podia ser aplicada no Brasil, pois não foi ratificada pelo Governo Imperial. Mais uma vez vemos a força da maçonaria!

Essa anulações impostas, não foram cumpridas pelos Bispos, o que levou o Visconde do Rio Branco, a determinar a prisão dos Bispos, que foram condenados a 4 anos de prisão, com trabalhos forçados, em 1874.

O Papa Pio IX, que no começo não compactuou com a imposição dos Bispos contra os Padres, ficou indignado com as penas aplicadas. A querela, então ganhou veios internacionais.

Com a utilização de muita diplomacia, após algum tempo, solucionou-se o problema, todavia o Gabinete de Rio Branco caiu, vindo a ser substituído por Duque de Caxias.

II.2 – Descontentamento Militar.

Outra influência marcante da Maçonaria na Proclamação da República deveu-se ao oficialato da classe militar, que em sua maioria era composta por maçons ativos, que passaram a questionar as estruturas político-sociais do império.

A partir da Guerra o Paraguai, em que o Brasil sagrou-se vencedor, o Exército passou a crescer em importância e número, revertendo a situação anterior em que o prestígio militar era negativo devido a participação dos militares em agitações populares.

Destaca-se que as tropas eram formadas em boa parte por negros, e esses faziam com que os oficiais se ressentissem com a situação do Brasil, pois nosso país ainda era a única nação independente da América a manter a escravidão.

Assim, disseminou-se no Exército uma posição antiescravista e republicana. Some-se a isso que, vários oficiais tornaram-se políticos, é o caso de Duque de Caxias e de Floriano Peixoto, que também eram maçons. Caxias era uma figura de grande prestígio no Exército mas também era um dos líderes da Partido Conservador e Floriano Peixoto apesar de ter conexões com a cúpula do Partido Liberal, falava como militar e não como cidadão, sua lealdade era ao Exército.

A fundação da Academia Militar em 1859, ajudou a acirrar os ânimos entre a classe militar e o governo monárquico. Essa academia que tinha sede na Praia Vermelha, era um centro de estudos de matemática, filosofia e letras, tendo ficado conhecida como: “Tabernáculo da Ciência”. Em seu interior disseminou-se os ideais positivistas de Augusto Conte.

Destaca-se, a participação de Benjamim Constant forte seguidor do Positivismo, que, sob inspiração dos princípio positivistas, pregava a ditadura republicana como o Governo de salvação no interesse do povo.

II.3 – Abolição da Escravatura.

A estrutura de produção econômica de nosso país, à época, era exclusivamente fundada no trabalho escravo. Todavia, devido a pressão exercida pelo governo inglês, precursores da Revolução Industrial que tinha como base o trabalho livre, e ao acendrado debate de maçons que defendiam a abolição da escravatura quer no parlamento, quer em suas Lojas, foram editadas leis que progressivamente aboliram o trabalho escravo: Lei do Ventre Livre (28.09.1871, também conhecida como Lei Visconde do Rio Branco, pois foi quem apresentou o projeto à Câmara, que em realidade fora idealizado pelo maçom Pimenta Bueno), que determinava que a partir daquele momento aqueles que nascessem de escravos eram homens e mulheres livres, Lei do Sexagenário (28.09.1885) que permitia que os escravos que tivessem sessenta anos, ou mais, estariam livres, por fim, a Lei Áurea (13.05.1888) que extinguiu a escravidão. Esses fatores foram preponderantes para o enfraquecimento do Império, contribuindo decisivamente para acelerar o processo que culminou com a Proclamação da República.

Com a abolição, o Poder Econômico, representado principalmente pelos latifundiários, grandes fazendeiros, se sentia ferido de morte. Poucos acreditavam ser possível produzir pagando salário. Para eles a abolição havia tirado do país a condição de produzir.

Não sabiam eles que a nova estrutura é que daria condições ao país de dar o grande salto para a industrialização e para o progresso. Destaca-se, nesse passo, o grande empreendedor e defensor da abolição da escravatura, como fator de desenvolvimento para o Brasil, o maçom, Barão de Mauá.

Fica observado que em nossa história do Brasil que, além da participação propriamente dos ministros e parlamentares maçons que eram defensores da abolição, muitas Lojas engajaram-se em defesa da extinção dos escravos. Citamos que Lojas Maçônicas até usavam os fundos destinados à beneficência para comprar escravos a fim de dar-lhes a alforria ou seja a liberdade.

Mas não é só, também realizavam bailes e eventos, com vistas a arrecadar fundos para também comprar alforrias. Vários escravos se tornaram homens livres graças a essa iniciativa dos Maçons e da Maçonaria.

II.4 – Da Sucessão Imperial: Conde D’eu ou Princesa Isabel.

Dom Pedro II, já vinha bastante desgastado não só pelo diabetes que o acometia, mas também pelos três fatores citados algures (Descontentamento Militar, querela Religiosa e Abolição), portanto, já se vislumbrava que o Imperador não chegaria ao cabo de seu reinado. Some-se a isso, que a propaganda republicana vinha ganhando força, cita-se aqui a convenção de ITU e o Partido Republicano, e também a participação da imprensa e a existência de comícios buscando a adesão popular, que diga-se que de início fora inexistente.

Por outro turno, tanto os maçons quanto as elites latifundiárias não queriam que nem a Princesa Isabel e nem o Conde D’Eu (esposo da princesa) subissem ao trono, primeiro porque a princesa, com a edição da Lei Áurea, ganhou o ódio dos latifundiários e segundo, porque o Conde D’Eu, que era estrangeiro, de sexualidade controvertida, e era acusado de ser um sujeito sem princípios. Assim, dificilmente haveria um terceiro reinado, portanto estava irremediavelmente lançada as bases para a república.

III. Que Venha A República

O último Gabinete do Império, que era liderado pelo liberal Visconde do Ouro Preto, já no ano 1889, foi estabelecido para implementar as reformas tanto ansiadas pelos setores oposicionistas, como forma de tentar salvar a monarquia, mas não teve sucesso. Existiam muitas dificuldade para aprovar as reformas, o próprio sistema ruíra, o que ensejou as articulações entre republicanos e militares.

O já citado Clube Militar, que tinha a testa Benjamim Constant iniciou as movimentações com vistas a evitar um terceiro reinado, isso já no ano de 1889. Em meados do mês de novembro, numa reunião na casa do maçom Benjamim Constant, com a presença dos maçons Rui Barbosa, Aristides Lobo e Quintino Bocaiuva, entre outros, conseguiram a adesão do também maçom Marechal Deodoro da Fonseca.

Estava articulado um golpe para o dia 20 de novembro.

Desta feita, percebe-se que o levante que levou à implantação da República foi um movimento preparado pelas elites militares, Republicanas e Maçônicas e não teve o mínimo respaldo popular. Um verdadeiro Golpe Militar.

Todavia, em decorrência de boatos e especulações de que o General Deodoro seria preso e batalhões seriam transferidos para as províncias, já na madrugada do dia 15 iniciou-se a movimentação nos bastidores das tropas. Ato contínuo, Deodoro à frente de um batalhão marchou de sua casa, no Campo de Santana (hoje praça da República RJ.) para o Ministério da Guerra, que ficava próximo, depondo o Gabinete de Ouro Preto, que não ofereceu resistência. Foram presos: Ouro Preto e Cândido de Oliveira, Ministro da Justiça; os demais membros do Gabinete foram dispensados. Os revoltosos conseguiram a adesão das tropas governistas.

Deodoro que estava doente retirou-se para sua residência e os militares retornaram para os quartéis, mas alguns republicanos, entre os quais José do Patrocínio, preocupados com a indefinição do movimento, dirigiram-se à Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro e proclamaram a República. A maioria do Exército não estava ciente da trama, pois se encontrava na mesma situação do povo, era estranho ao acontecimento, soube apenas do fato consumado sem saber o que estava acontecendo.

A República do Brasil foi estabelecida sem a participação popular, o povo nem sabia bem o que se passava, o que fez com que Aristides Lobo, Ministro do Interior do primeiro Governo Republicano do Marechal Deodoro da Fonseca considerasse: “que o povo assistiu bestializado” aos acontecimentos e em 18 de novembro afirmasse: que o envolvimento civil foi quase nulo e que o povo julgou tratar-se de uma “parada militar” a ida dos militares ao Ministério da Guerra.

A maioria dos conspiradores não pensava a República como coisa pública, em seu sentido etimológico, eles tinham receio de toda e qualquer participação popular. O lema positivista colocado na Bandeira Brasileira, em 19 de novembro de 1889, caracterizava a permanência de uma sociedade excludente e hierarquizada. Mudou a forma de Governo mas permaneceram os princípios.

Proclamada a República em 15 de novembro de 1889 pelo Marechal Deodoro, o mesmo se autonomeia Chefe do Governo Provisório e nomeia um Ministério totalmente Maçônico e filiado ao Grande Oriente do Brasil. No dia 19 de dezembro, Deodoro é nomeado Grão Mestre do Grande Oriente do Brasil. Instalado o governo provisório, houve uma divisão em duas correntes republicanas: uma de inspiração liberal (que prevaleceu) e outra de inspiração Contiana (positivista), que preconizava uma ditadura sociocrática.

No primeiro decreto firmado pelo Governo Provisório estava escrito: “Fica proclamada provisoriamente e decretada como forma de governo na Nação brasileira a República Federativa”. Em outro dispositivo previa-se a realização de um plebiscito em que o povo deveria opinar sobre a mudança de Governo. Este plebiscito foi realizado em 7 de setembro de 1993, desta forma, 105 anos depois da República ser proclamada, o povo pode se pronunciar dizendo se preferia o governo monárquico ou o republicano.

Em 15 de novembro de 1890, instala-se a Assembleia Constituinte que promulga a nova Constituição em 24 de fevereiro de 1891 implantando o Presidencialismo e o Federalismo.

Em 26 de fevereiro, Deodoro é eleito para a Presidência da República, para Vice-Presidente os positivistas conseguem eleger o Marechal Floriano Peixoto derrotando o Almirante Wandenkolk, indicado pela coalizão liberal.

As crises sucedem-se e em 23 de novembro de 1891, o Marechal Deodoro renuncia ao cargo para evitar uma guerra civil, também renuncia em 18 de dezembro ao Grão Mestrado do Grande Oriente do Brasil.

O poder passou, para as mãos do vice-presidente Floriano Peixoto, conhecido como o “Marechal de Ferro”, também Maçom que passaria à História como o Consolidador da República.

IV – Concluindo

À guisa de encerramento, vimos no decorrer deste breve estudo que a Proclamação da República foi consequência da enorme crise pela qual passava o Império Brasileiro, provocada pela evolução da sociedade brasileira a partir de 1870 com o fim da guerra do Paraguai. As questões religiosa, Militar e a libertação dos escravos foram as causas imediatas da queda do Império e a consequente Proclamação da República, até porque o Império se baseava na Escravidão, na Igreja e no Exército.

Verifica-se que nossa Sublime Ordem assume em momentos decisivos da nossa história com participações nos mais Altos Conselhos das Elites Brasileiras.

Hoje somos 207,7 milhões de brasileiros, praticamente 20 vezes mais habitantes comparados com 1870; com três níveis de governos Federal, Estadual e Municipal, com uma República de três poderes tão estreitamente conhecidos e evoluídos nos princípios maçônicos, o Executivo, o Legislativo e o Judiciário que são altamente respeitados entre si em nossas oficinas.

Cabe-nos a multiplicação de Maçons Federados ao Grande Oriente do Brasil e Jurisdicionados aos Grandes Orientes Estaduais através dos compromissos maçônicos assumidos o envolvimento de maçons nos três níveis de governo nos Conselhos Federais, Estaduais, Municipais, Regionais e de Bairros.

Como caminho de senso comum de levar os nossos princípios as elites formadas em todos os níveis sociais para o progresso de todos maçons e cidadãos profanos.

Às lutas contra as drogas, contra corrupções, injustiças, improbidades administrativas, às quais nossa sublime ordem não fica inerte a partir do coração e atuação de cada Maçom.

Somente a LIBERDADE do bem, a FRATERNIDADE na coparticipação e a IGUALDADE nos comportamentos, podem subtrair da nossa jornada neste Brasil o Amor Paternal, O Amor Conjugal, o Amor Filial e o Amor Social dos humanos livres e de bons costumes.

Autor: José Jayme Rabello Corrêa GR.’.33 – CIM 254960

Deputado Estadual pela ARGBLS “UNIÂO E FRATERNIDADE” 1284

Químico, Administrador de Empresas Aposentado

 

RESENHA BIBLIOGRÁFICA

A PARTICIPAÇÃO DA MAÇONARIA NA INDEPENDÊNCIA E PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA, capturado em 15.11.2011, disponível no endereço eletrônico: http://www.samauma.biz/site/portal/conteudo/opiniao/emacv07independencia.html.

AS DUAS FACES DA REPÚBLICA: PARTICIPAÇÃO DA MAÇONARIA NA FORMAÇÃO DA REPÚBLICA BRASILEIRA, capturado em 15.11.2011, disponível no endereço eletrônico: http://www.revistauniversomaconico.com.br/tempo-de-estudos/as-duas-faces-da-republica-%E2%80%93-participacao-da-maconaria-na-formacao-da-republica-brasileira/.

A MAÇONARIA E A HISTÓRIA DO BRASIL, capturado em 15.11.2011, disponível no endereço eletrônico: http://blogdamaconaria.blogspot.com/2008/05/maonaria-e-histria-do-brasil.html.

A MAÇONARIA E A HISTÓRIA DO BRASIL, capturado em 15.11.2011, disponível no endereço eletrônico: http://www.pael.com.br/maconariaehistbrasil.html.

A MAÇONARIA E A PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA, capturado em 15.11.2011, disponível no endereço eletrônico: http://www.juraemprosaeverso.com.br/15001oitentaeum/AMamaconariaeaprocETC.htm.

CASTELLANI, José; CARVALHO, William Almeida. História do Grande Oriente do Brasil: A Maçonaria na História do Brasil. São Paulo: Madras, 2009.

CASTELLANI, José. José Bonifácio: um homem além de seu tempo. São Paulo: A Gazeta Maçônica, 1988.

Os Maçons e a Abolição da Escravatura. Londrina: Ed. Maçônica “A Trolha”, 1998.

A Maçonaria na Década da Abolição e da República. Londrina: “A Trolha”, 2001.

COSTA, Frederico Guilherme. A Maçonaria e a República. Londrina: Ed. Maçônica “Trolha”, 2003.

A Trolha na Universidade. Londrina: Ed. Maçônica “Trolha”, 1998.

LOJA DE PESQUISAS MAÇÔNICAS “BRASIL”. Cadernos de Pesquisas Maçônicas. Londrina: Ed. Maçônica “Trolha”, 1996.

MAÇONARIA E REPÚBLICA, capturado em 15.11.2011, disponível no endereço eletrônico: http://members.tripod.com/gremio_fenix/historia/hist_republica.html.

NOTÍCIAS DO GOEG: A PARTICIPAÇÃO DA MAÇONARIA NA PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA NO BRASIL, capturado em 15.11.2011, disponível no endereço eletrônico: http://www.gobgo.org.br/noticias/2008i/15nov08a.html.

O SEGUNDO IMPÉRIO – D. PEDRO II, capturado em 15.11.2011, disponível no endereço eletrônico: http://www.marcillio.com/rio/hiimprre.html.

OS BASTIDORES DA PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA NO BRASIL, capturado em 15.11.2011, disponível no endereço eletrônico: http://www.comunidademaconica.com.br/artigos/6273.aspx.

PARTICIPAÇÃO DA MAÇONARIA NA PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA NO BRASIL, capturado em 15.11.2011, disponível no endereço eletrônico: http://www.maconaria.net/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=115.

A PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA E A MAÇONARIA, capturado em 15.11.2011, disponível no endereço eletrônico: http://www.recantodasletras.com.br/artigos/1916990.

PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA, capturado em 15.11.2011, disponível no endereço eletrônico: http://www.samauma.biz/site/portal/conteudo/opiniao/sq008republica.html.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *